GEOGRAFIA E CULTURA: “Novas” formas de luta e (Re)Existência dos trabalhadores/camponeses no campo.
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Palavras-chave

Geografia
Sementes crioulas
Modernização da agricultura
Relações sociais de produção e trabalho

Como Citar

MENDONÇA, M. R., & GARCINDO, L. (2009). GEOGRAFIA E CULTURA: “Novas” formas de luta e (Re)Existência dos trabalhadores/camponeses no campo. Revista Brasileira De Agroecologia, 4(2). Recuperado de https://revistas.aba-agroecologia.org.br/rbagroecologia/article/view/9723

Resumo

O processo de modernização da agricultura, iniciado na década de 1950, teve como objetivo o aumento da produção e da produtividade da terra e do trabalho, alterando as relações socioeconômicas no espaço agrário brasileiro. Mas, é na década de 1970, que o setor agrário brasileiro tem maior desenvolvimento, o Brasil viveu um surto de desenvolvimento agrícola, impulsionado pelo pacote tecnológico estadunidense chamado de Revolução Verde. A agricultura tradicional, com técnicas rudimentares, que predominava no campo, sofreu grandes transformações, devido à implementação de novas tecnologias, que alterou a relação capital/trabalho e, conseqüentemente, causou um forte êxodo rural, mudando a estrutura econômica e social tanto do campo como da cidade, transformações que são essenciais para a compreensão das configurações do espaço geográfico. Essas transformações na agricultura transformaram a velha forma de uso e cultivo agrícola, como as sementes crioulas que não utilizava insumos e implementos agrícolas, e gradativamente foi sendo substituída pelo cultivo e expansão da monocultura, com o uso de sementes híbridas e transgênicas (sementes geneticamente modificadas). É uma forma de perceber as novas configurações territoriais a partir das tramas e do (re)desenho das formas de produção no campo, como a (re)invenção das práticas culturais dos trabalhadores/camponeses que continuam (Re)Existindo. Assim o objetivo da pesquisa é compreender as transformações espaciais no campo, as relações sociais de produção e de trabalho no Sudeste Goiano, a partir da (re)invenção das práticas camponesas fortalecidas com o cultivo de sementes crioulas.
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