Tecnologias em café orgânico na APOMOP
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Palavras-chave

Organivida
Apomop
.café arborizado

Como Citar

DAL MOLIN, R. N., HUGO, R. G., Androcioli, A. F., & Dal Molin, P. V. (2009). Tecnologias em café orgânico na APOMOP. Revista Brasileira De Agroecologia, 4(2). Recuperado de https://revistas.aba-agroecologia.org.br/rbagroecologia/article/view/9027

Resumo

Desde 2001 produtores do médio oeste do Paraná desenvolvem atividades sistematizadas na produção agroecológica. Através de oficinas teóricas e práticas 11 produtores de Iracema do Oeste começaram os trabalhos com a cultura do café. Hoje existem 21 pequenos produtores de café nos municípios de Iracema do oeste, Formosa do Oeste, Nova Aurora e Jesuítas. Em cada município os produtores se organizam em associações e os municípios se reúnem numa associação regional chamada Apomop( Associação dos Produtores Orgânicos do Médio Oeste) que em 2004 lançou a marca Organivida. A produção é certificada pelo Instituto Biodinâmico (IBD), de São Paulo. A associação tem, ainda, apoio do Senar-PR, Seab, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Emater, Iapar, Embrapa, Unioeste, Copacol, Faep, Fetaep, sindicatos patronais rurais e de trabalhadores rurais, prefeituras municipais, Instituto Maytenus, Centro Paranaense de Referência em Agroecologia e Sebrae-PR. O sistema de trabalho em parcerias é a principal causa dos grandes avanços que foram obtidos desde o início do projeto. Quanto ao aspecto tecnológico o fator que impulsiona respostas as demandas é o tripé formado por agricultores, técnicos de campo e especialistas. Com isto algumas tecnologias como túnel de guandu para implantação de cafezais, consórcio de soja com café, arborização de cafezais entre outros já são modelos para agricultores de outras regiões. Os produtores juntamente com os técnicos se reúnem com os agricultores mensalmente intercalando as propriedades para as trocas de experiências. Boa parte do sucesso das lavouras se deve a boa implantação das mesmas com uso de variedades resistentes a ferrugem e utilização de compostos no sulco de plantio. Os produtores hoje possuem estabilidade de produção graças ao manejo nutricional propiciado pela compostagem e utilização de adubos verdes rasteiros, arbustivos e arbóreos Quanto as questões fitossanitárias, além do enfoque nutricional, a biodiversidade e a aplicação de caldas formam as bases do manejo. Para a obtenção de qualidades de bebida mínimas requeridas pelo mercado, os produtores são monitorados neste aspecto com ajustes conforme as suas deficiências.
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