Camponeses e Acadêmicos. A Necessária Reciprocidade na Construção de uma Caminhada.
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Palavras-chave

Agroecologia
campesinato e educaçao

Como Citar

Tavares de Lima, J. R., Figueiredo, M. A. B., & Pacheco, J. A. M. (2009). Camponeses e Acadêmicos. A Necessária Reciprocidade na Construção de uma Caminhada. Revista Brasileira De Agroecologia, 4(2). Recuperado de https://revistas.aba-agroecologia.org.br/rbagroecologia/article/view/8036

Resumo

A intenção deste artigo é refletir sobre o trabalho desenvolvido por acadêmicos junto a campesinos. Porém, o foco é especifico. Trata-se de um trabalho na comunidade em Cordón Del Jilquero, no Municipio de Ruiz, desenvolvido pelo Grupo Acadêmico “Actores Sociales y Desarrollo Comunitário” da Universidade Autônoma de Nayarit, México. Nesta reflexão busca-se identificar alguns princípios que podem servir de pistas a um desenvolvimento local sustentável, de forma que se reforce a autonomia e identidades dos participantes envolvidos. Isto sinaliza para que os camponeses continuem como camponeses, com sua economia e organização, porém, que a partir do trabalho desenvolvido pelo grupo de investigadores, eles efetivamente melhorem suas condições de vida. Para os investigadores que avancem em suas pesquisas, qualificando-a de forma que compreendam cada vez mais o mundo que os abriga. Para ambos que desenvolvam uma caminhada comum. Respeitando as diferenças e contribuindo reciprocamente para o desenvolvimento local e a construção do conhecimento, fruto desta experiência. Neste artigo, procura-se refletir sobre as diversas etapas do trabalho. Diagnóstico entendido como processo, instrumentos metodológicos de planejamento, para finalmente se discutir a execução do trabalho. O centro do trabalho são processos educativos desenvolvidos em uma perspectiva de pesquisa-ação (Gajardo,1996)i na busca do desenvolvimento local sustentável. Vem inicialmente, como não poderia deixar de ser, uma questão conceitual, uma vez que esta se refere a um conjunto de idéias que sinaliza para o caminho a percorrer. Também se discute, a organização do grupo de acadêmicos e desafios que precisam responder também para a universidade e órgãos de pesquisa, que convenhamos, na maioria das vezes são completamente diferentes daqueles objetivos do grupo comunitário que se trabalha. Finalmente, para encerrar o artigo, neste assunto infindável da extensão universitária, se assume o caráter recíproco revitalizador que ocorre entre os acadêmicos e camponeses. Um alimentando o outro. Ao aumentar a dependência um do outro, em realidade, se está caminhando para a autonomia de cada um.
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