MONOCULTURA, INSETOS E AGROQUÍMICOS
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Como Citar

Vianna, Élvia E. S., & Krolow, L. R. C. (2007). MONOCULTURA, INSETOS E AGROQUÍMICOS. Revista Brasileira De Agroecologia, 2(1). Recuperado de https://revistas.aba-agroecologia.org.br/rbagroecologia/article/view/6594

Resumo

Muitos trabalhos têm demonstrado a eficiência da agricultura ecológica em termos de conversão e uso de energia. Porém existem algumas dificuldades na implementação da prática agroecológica em sistemas de monocultivo, especialmente no que se refere ao controle de pragas. Geralmente, por desconhecer-se a dinâmica das “pragas agrícolas” o uso de agroquímicos gera um ciclo vicioso. Nesta perspectiva, o presente trabalho visou identificar – primeiramente – espécies de Arthropoda associadas à cultura do arroz (Oriza sativa), em sistemas de plantio direto e pré-germinado. Bem como, a comparação da produtividade de grãos, em áreas com controle de pragas mediante agroquímicos e, sem o uso de agroquímicos. Foram coletados 29.494 espécimes de Arthropoda. Destes, cerca de 40% eram Insecta, distribuídos em doze níveis taxonômicos; mais da metade (57,71%) ocorrendo no sistema de plantio pré-germinado. Constatouse que a produtividade de grãos foi maior nas áreas onde não foi usado agroquímicos (nos dois sistemas de plantios). Isto indica que os insetos-praga não determinaram danos suficientes para ocasionar prejuízos econômicos; possivelmente por constituírem baixas populações. Percebeu-se, que não haveria a necessidade do gastos, nem impacto ao ambiente com controle por agroquímicos. Salienta-se, ainda, que algumas plantas são capazes de suportar um certo grau de espoliação sem afetar o rendimento final, no que se recomenda à atenção dos produtores, além da observação, mediante monitoramento dos níveis de danos na cultura, ocasionados pelas “pragas”, a fim de evitar o uso de insumos para controle sem uma necessidade real. PALAVRAS-CHAVE: Insetos, monocultura, agroquímicos.
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