PRODUÇÃO ECOLÓGICA DE TOMATE E CONTROLE DA MURCHA- BACTERIANA (Pseudomonas solanacearum) ATRAVÉS DO CULTIVO EM SUBSTRATOS
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Como Citar

Claro, S. A. (2006). PRODUÇÃO ECOLÓGICA DE TOMATE E CONTROLE DA MURCHA- BACTERIANA (Pseudomonas solanacearum) ATRAVÉS DO CULTIVO EM SUBSTRATOS. Revista Brasileira De Agroecologia, 1(1). Recuperado de https://revistas.aba-agroecologia.org.br/rbagroecologia/article/view/6151

Resumo

Este trabalho teve como objetivo transformar o sistema convencional de cultivo do tomateiro em substratos para o sistema agroecológico, visando o controle da doença Murcha bacteriana (Pseudomonas solanacearum), a obtenção de produção de tomates ecológicos e o aproveitamento de resíduos internos e externos à propriedade tais como os de serraria (casca de árvores, serragens e maravalhas decompostas). O trabalho consistiu na condução de uma UEP (Unidade de Experimentação Participativa) na propriedade de Jerri Rathke na localidade de Linha Tupi, município de Sobradinho – RS. Ela foi instalada na 2ª quinzena de agosto de 1999, com o plantio de 420 plantas em uma estufa modelo pampeana vão livre com área de 120 m², equivalente a uma população de 35 mil plantas/ha. O solo estava contaminado pela bactéria Pseudomonas solanacearum. As mudas foram plantadas dentro de sacolas plásticas, contendo 10 litros de substrato, uma planta por sacola. Fez-se 8 furos no fundo de cada sacola para drenar o excesso de água. Em cada fileira de plantas foi construído um camalhão com aproximadamente 30 cm de largura e 10 cm de altura, o qual foi forrado com filme plástico preto de 100 micras, visando impedir o contato de raízes do tomateiro com o solo, e sobre os camalhões foram colocadas as sacolas. Foi utilizado o sistema de irrigação por gotejamento. O substrato foi formado por uma mistura de composto de serraria, cama de frango e fosfato natural reativo de Gafsa, nas seguintes proporções: 50 kg de composto + 4,8 kg de cama de frango + 350 g de fosfato natural. Para o enchimento de 35 mil sacolas (plantio de 1 ha) com esta proporção, consome-se 219 t de composto, 21 t de cama de frango e 1,53 t de fosfato natural. Foram realizadas 5 adubações de cobertura, cada uma com 90 gramas de cama de frango por sacola, equivalente a um consumo de 16 t/ha nas 5 coberturas. Junto com cada uma das aplicações de cama de frango foi aplicado 1 litro de biofertilizante Biobov diluído com água na proporção de 3:1 (3 L de água e 1 L de Biobov) o que representou um consumo total de 21 t/ha de esterco de bovino. A quantidade total de nutrientes por hectare fornecido pelo substrato mais as adubações de cobertura foi de: N= 589 kg; P2O5:1045Kg; e K2O:1197Kg. Para o controle de pragas e doenças foi realizado pulverizações com intervalos de 2 a 3 dias entre elas, com os seguintes produtos e fertiprotetores e respectivas concentrações: calda bordalesa (0,25 a 5%); biofertilizante enriquecido com macro e micronutrientes (3%); Alhol (2,5%); Água de Cinza e Cal (5%); Farinha de Trigo (2%); Dipel (0,1%). A colheita da produção iniciou na segunda quinzena de novembro e estendeu-se até fins de janeiro de 2000. A produção comercializada foi de 1285kg, obtido em área de 120 m², o equivalente a 107 t/ha. Quanto a Murcha-bacteriana, o sistema propiciou controle total, pois nenhuma planta apresentou sintomas da doença. Cabe ressaltar que tão ou mais importante que os resultados deste trabalho foi a sua replicabilidade em agricultores e minicípios do Centro-Serra. Vários agricultores estão reproduzindo, com sucesso, este sistema de cultivo agroecológico em substratos, com rendimentos que variam entre 70 a 100 t/ha. Palavras-chave: Tomate agroecológico, tomate em substratos e Pseudomonas solanacearum
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