ESTUDO DE CASO: PERSPECTIVAS DE SUSTENTABILIDADE DE UMA COMUNIDADE INDÍGENA MBYÁ GUARANI NO RIO GRANDE DO SUL, MATA ATLÂNTICA, BRASIL
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Como Citar

Ikuta, A. R. Y., & Barros, I. B. I. de. (2006). ESTUDO DE CASO: PERSPECTIVAS DE SUSTENTABILIDADE DE UMA COMUNIDADE INDÍGENA MBYÁ GUARANI NO RIO GRANDE DO SUL, MATA ATLÂNTICA, BRASIL. Revista Brasileira De Agroecologia, 1(1). Recuperado de https://revistas.aba-agroecologia.org.br/rbagroecologia/article/view/6087

Resumo

Os Mbyá Guarani são tradicionalmente horticultores, se consideram habitantes de matas, caracterizando uma relação intrínseca de respeito, admiração, como integrantes da natureza imbricada numa relação mítico-religiosa. O objetivo deste trabalho foi o de caracterizar a sustentabilidade dos Mbyá no Rio Grande do Sul, enfocando a sua relação com a natureza. Procurou-se levantar as espécies vegetais mais importantes, seu uso e manejo, avaliando o papel destes na sua auto-suficiência. O estudo de caso foi realizado através de pesquisa exploratória, com observação participante e entrevistas informais na Terra Indígena da Varzinha, Mata Atlântica no litoral norte do RS, Brasil, área devoluta do processo de colonização, extremamente acidentada com condições edafo-climáticas pouco apropriadas para agricultura tradicional de coivara. Um aspecto essencial é a concepção singular de agricultura para os Mbyá, pois não está relacionado simplesmente com a subsistência alimentar, é entremeada com esferas religiosas, sociais e políticas. Algumas plantas tradicionais como o avati (Zea mays) utilizado no ritual do batismo e o pindo (Syagrus romanzoffiana) vinculado à territorialidade Guarani são exemplos desta relação mítico-religiosa. Foram observadas cerca de 40 espécies para fins de alimentação, artesanato e medicinal. Segundo alguns Mbyá na Varzinha são escassas espécies vegetais tradicionais, caça e pesca, elementos essenciais para o modo de viver Guarani. As principais fontes de recursos econômicos eram provenientes do extrativismo da samambaia ornamental (Rumohra adiantiformis), confecção e comercialização de artesanatos, e pela prestação de serviços em propriedades agrícolas da região, dificultando assim, a sustentabilidade tradicional dos Mbyá Guarani nesta área. PALAVRAS-CHAVE: Guarani, agricultura tradicional indígena, sustentabilidade, RS.
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