IDENTIFICAÇÃO E USO DA ESPINHEIRA-SANTA (Maytenus Ilicifolia Mart. ex Reiss.) EM QUATRO COMUNIDADES DA UCPEL NO RIO GRANDE DO SUL: PELOTAS; PIRATINI; SANTA VITÓRIA DO PALMAR E ARROIO

Como Citar

Duro, L. P., Marroni, I. V., & Dode, L. B. (2006). IDENTIFICAÇÃO E USO DA ESPINHEIRA-SANTA (Maytenus Ilicifolia Mart. ex Reiss.) EM QUATRO COMUNIDADES DA UCPEL NO RIO GRANDE DO SUL: PELOTAS; PIRATINI; SANTA VITÓRIA DO PALMAR E ARROIO. Revista Brasileira De Agroecologia, 1(1). Recuperado de https://revistas.aba-agroecologia.org.br/rbagroecologia/article/view/5825

Resumo

A espécie Maytenus ilicifolia Mart. ex Reiss., da família Celastraceae Lindl., é a principal representante do gênero Maytenus Juss. no sul do Brasil. A espinheira-santa, como é popularmente conhecida, muitas vezes é também denominada cancorosa e encontra-se distribuída na América do Sul, ocorrendo no Brasil, Bolívia, Uruguai, Paraguai e Argentina. A espinheira-santa apresenta propriedades terapêuticas comprovadas mas também é utilizada a partir do conhecimento empírico, sendo muitas vezes confundida com outras espécies nativas ou exóticas. A espécie, geralmente obtida através de atividades extrativistas, está enquadrada como vulnerável e não existem cultivos comerciais na região. Este estudo teve como objetivo avaliar quatro comunidades universitárias ligadas a Universidade Católica de Pelotas (UCPel), localizadas no sul do Rio Grande do Sul (Piratini, Arroio Grande, Santa Vitória do Palmar e Pelotas), quanto ao uso e a capacidade de identificação da espinheira-santa. Foram aplicados 620 questionários de forma estratificada aos integrantes da comunidade em duas fases consecutivas, no período de junho de 2001 a junho de 2002. Observou-se que a espinheira-santa é utilizada, em média, por 11,6% dos entrevistados na primeira fase; e na segunda fase é utilizada por 15,8%, sendo que, somente na cidade de Pelotas, a capacidade de correta identificação com base na morfologia da folha é inferior ao uso. A fitoterapia é reconhecidamente uma ferramenta importante na manutenção da saúde em países em desenvolvimento. Contudo, além de medidas que promovam a conservação da biodiversidade na região, é indispensável a educação para o uso correto e para a exploração sustentável de espécies arbustivo-arbóreas ameaçadas ou vulneráveis. Palavras-chave: plantas medicinais, conservação, educação.

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