RECAMPESINIZAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO DO CAMPESINATO
PDF

Palavras-chave

patriarcado, agroecologia, participação, conscientização

Como Citar

Gadelha, R. R., Andrioli, A. I., & Marques, S. A. (2020). RECAMPESINIZAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO DO CAMPESINATO: ATRAVÉS DA ATUAÇÃO DO MOVIMENTO DE MULHERES CAMPONESAS DO PARANÁ (MMC/PR). Revista Brasileira De Agroecologia, 15(2), 13. https://doi.org/10.33240/rba.v15i2.22862

Resumo

O objetivo geral deste artigo foi analisar se a participação de mulheres no Movimento de Mulheres Camponesas do Paraná (MMC/PR), através do processo de empoderamento e conscientização que o MMC propicia, contribuiu para que estas pudessem manifestar suas percepções agroecológicas e colocá-las em prática. Devido à divisão sexual do trabalho, historicamente, as mulheres desenvolveram percepções mais ecológicas. Todavia, a mesma cultura que permitiu a conservação desses saberes é uma cultura enraizada em relações de opressão. Sendo assim, mesmo tendo esses saberes, essas mulheres não participam no planejamento produtivo. Os resultados revelaram que a participação no MMC permitiu um desenvolvimento na consciência das mulheres, que passaram a reivindicar o seu direito de participação, assim como, começaram a se identificar como camponesas e reconhecer o valor de suas antigas formas de gerar conhecimento, iniciando um processo de recampesinização. Uma recampesinização ressignificada, pois agora, baseada em um campesinato alicerçado na busca da construção da equidade de gênero.

https://doi.org/10.33240/rba.v15i2.22862
PDF

Referências

ALENCAR, M. C. F et al. As Relações Mulher-Terra na Revista Agriculturas: análise temática e léxica. Resumos do VII Congresso Brasileiro de Agroecologia – Fortaleza/CE – 12 a 16/12/2011.

ANA; ACTION AID BRASIL. Mulheres e Agroecologia. Sistematizações de experiências de mulheres agricultoras. Vol. 1. Rio de Janeiro, 2010.

BECKER, H. S. Métodos de Pesquisa em Ciências Sociais. São Paulo: Hucitec, 1993.

BOURDIEU, P. A Dominação Masculina. 13ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2015.

BURG, I. C; LOVATO, P. E. Agricultura Familiar, Agroecologia e Relações de Gênero. Resumos do II Congresso Brasileiro de Agroecologia. Revista Brasileira de Agroecologia, v. 2, n. 1, fev. 2007.

CAMPOS, C. S. S; A Face Feminina da Pobreza em Meio à Riqueza do Agronegócio. Trabalho e Pobreza das Mulheres em Territórios do Agronegócio no Brasil – O caso de Cruz Alta/RS. Buenos Aires: CLACSO, 2011

DE BIASE, L; SILVA JÚNIOR, R. D. Inclusão do Protagonismo Feminino na Agroecologia: um olhar para as diferenças e complementaridades de gênero. Resumos do VII Congresso Brasileiro de Agroecologia – Fortaleza/CE – 12 a 16/12/2011. Cadernos de Agroecologia – vol. 6, n. 2, dez. 2011.

DUBY, G. Eva e os Padres. Damas do século XII. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1987.

FURTADO, C. Introdução ao Desenvolvimento. Enfoque Histórico-Estrutural. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.

GADELHA, R. R; RODRIGUES, S. M. R; ANDRIOLI, A. I; MARQUES, S. A. História das Origens do Movimento de Mulheres Camponesas do Paraná (1981-2016). Revista Ártemis, Vol. XXIII nº 1; jan-jun, pp. 180-195, 2017.

GUZMÁN, E. S. Bases Sociológicas de la Agroecología. Encontro Nacional sobre Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável. Botucatu: UNESP, 2001.

HAGUETTE, T. M. F. Metodologias Qualitativas na Sociologia. 5ª edição. Petrópolis: Vozes, 1997.

IASI, M. Processo de Consciência. São Paulo: CPV, 1999.

LEÓN, M. Poder y Empoderamiento de las Mujeres. Disponível em: www.mujeresforjadorasdedesarrollo.files.wordpress.com/2013/11/m-lec3b3n-versic3b3n-final-nov-10-2013.pdf. Acesso em: 10 de jun. 2016.

LERNER, G. La Creación Del Patriarcado. Editorial Crítica, 1985.

LISBOA, T. K; LUSA, M. G. Desenvolvimento Sustentável com Perspectiva de Gênero – Brasil, México e Cuba: mulheres protagonistas no meio rural. Estudos Feministas, Florianópolis, 16(3): 336, setembro-dezembro, 2010.

MAFRA, M. S. H; FLORIANI, G. S. Gênero e Desenvolvimento: reflexões metodológicas. Resumos do II Congresso Brasileiro de Agroecologia. Rev. Bras. Agroecologia, v.2, n.1, fev, 2007.

MARONHAS, M. et al. Agroecologia, Trabalho e Mulheres: um olhar a partir da economia feminista. 18º REDOR, 24 a 27/11/2014. UFPE, Recife/PE, 2014.

MIELITZ, C.G.A; MELO, L.M; MAIA, C.M. Políticas públicas e desenvolvimento rural no Brasil . Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2010.

PAULILO, M. A. S. Pesquisa Qualitativa e a História de Vida. Estudos Sociais em Revista. Vol. 2, n. 2 (Jul./Dez. 1999), p. 135-148. Londrina: Ed. UEL, 1999.

PLOEG, J. D. Camponeses e Impérios Alimentares: lutas por autonomia e sustentabilidade na era da globalização. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2008.

SAFFIOTI, H. A Mulher na Sociedade de Classes. Mito e realidade. 3. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2013.

SCHOTTZ, V; CARDOSO, E. Intercâmbio e Sistematização de Experiências Agroecológicas de Mulheres. Resumos do VI CBA e II CLAA. Rev. Bras. De Agroecologia, Vol. 4, No. 2, 2009.

SHIVA, V. Biopirataria: a pilhagem da natureza e do conhecimento. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

SHIVA, VANDANA. As Mulheres na Natureza. pp.161-178. In: ROMERO, M. XOSÉ AGRA (org.) Ecología y Feminismo. Granada: Ecorama, 1998.

SILIPRANDI, E. Agroecologia, Agricultura Familiar e Mulheres Rurais. Resumos do II Congresso Brasileiro de Agroecologia. Revista Brasileira de Agroecologia, v.2, n.1, fev. 2007.

SILIPRANDI, E. Mulheres e Agroecologia: a Construção de Novos Sujeitos Políticos na Agricultura Familiar. Tese de doutorado. Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília, Brasília-DF, 2009.

VASCONCELLOS, M. D. Pierre Bourdieu: a herança sociológica. Educação & Sociedade, ano XXIII, no. 78, Abril, 2002.

VEIGA, J. E. Desenvolvimento Sustentável. O desafio do Século XXI. São Paulo: Garamond, 2006.

VIEZZER, M. O Problema Não Está na Mulher. São Paulo: Cortez, 1989.

Aviso de Copyright
Os direitos autorais para artigos publicados nesta revista são dos autores, com direitos de primeira publicação para a revista.

Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de distribuição gratuita, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais com licenciada através da CC BY-NC-SA.

Métricas

Carregando Métricas ...