CONSERVAÇÃO PELO USO E DOMESTICAÇÃO DA FEIJOA NA SERRA GAÚCHA – RS
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Palavras-chave

Goiabeira-serrana
conhecimento local
melhoramento genético participativo
agroecologia
agricultura familiar
agrobiodiversidade.

Como Citar

Donazzolo, J., & Nodari, R. O. (2016). CONSERVAÇÃO PELO USO E DOMESTICAÇÃO DA FEIJOA NA SERRA GAÚCHA – RS. Revista Brasileira De Agroecologia, 11(3). Recuperado de https://revistas.aba-agroecologia.org.br/rbagroecologia/article/view/20916

Resumo

Este trabalho, que buscou avançar na compreensão das vias de domesticação da feijoa (Acca sellowiana (Berg) Burret) e promover um processo conservação pelo uso, mediante (i) acesso e sistematização do conhecimento local associado e o mapeamento de matrizes; (ii) caracterização genética e fenotípica de plantas manejadas e selecionadas (iii) estabelecimento de um programa de melhoramento genético participativo . Para os agricultores da Serra Gaúcha 10 tipos distintos de uso e 11 de manejo foram identificados. Foram identificadas três categorias de agricultores segundo intensidade de uso: cultivadores, manejadores e mantenedores. Ampla diversidade genética e fenotípica foi encontrada e em geral, as plantas dos quintais e selecionadas pelos agricultores apresentaram maior peso, se constituindo o principal critério de seleção. A conservação da feijoa na região estudada se dá mediante o seu uso enquanto recurso sistêmico e as estratégias participativas de atuação junto aos agricultores, como o programa de melhoramento genético participativo, se mostraram eficientes para promover o uso e conservação, pois foi possível definir critérios de seleção; avaliação da população de trabalho; seleção e multiplicação das plantas promissoras; realização dos cruzamentos e planejamento para avaliação das progênies obtidas. As evidências desse estudo revelaram que populações de A. sellowiana têm sido manejadas e cultivadas, em algum grau selecionadas e multiplicadas, numa paisagem antropizada ao longo de pelo menos uma centena de anos, podendo ser consideradas semi-domesticadas. Contudo, apresentam ainda variação fenotípica que não as diferenciam consideravelmente das populações silvestres. O que parece claro é que a feijoa é uma espécie que acompanha o homem e caso cessarem as práticas de manejo da paisagem, ela perderá espaço para outras espécies.
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