Experiências Agroecológicas Como Parte Da Estratégia De Resistência Territorial Camponesa: O Caso De Paraty, Estado Do Rio de Janeiro.
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Palavras-chave

manejo socioambiental
racionalidade ecológica
agroflorestas
conhecimento camponês

Como Citar

Strauch, G. F. E. (2016). Experiências Agroecológicas Como Parte Da Estratégia De Resistência Territorial Camponesa: O Caso De Paraty, Estado Do Rio de Janeiro. Revista Brasileira De Agroecologia, 11(2). Recuperado de https://revistas.aba-agroecologia.org.br/rbagroecologia/article/view/20528

Resumo

No presente trabalho de pesquisa desenvolve-se uma análise das experiências agroecológicas protagonizadas por camponeses em Paraty, no Estado do Rio de Janeiro. A questão que orienta esta investigação é verificar se as experiências agroecológicas têm contribuído como parte da estratégia de resistência dos camponeses ao processo intenso de apropriação do território pelo capital, realizado sob diversas formas, e o consequente processo de degradação social e cultural decorrentes deste fato no modo de vida destas famílias. Para realizar tal tarefa, é utilizado o marco teórico e metodológico da Agroecologia, com seus métodos e técnicas de pesquisa, para perceber o processo dinâmico que envolve o campesinato e o modo camponês de fazer agricultura, o qual reflete o caráter multidimensional e os diversos elementos e níveis das realidades camponesas atuais. As análises realizadas a partir das informações do trabalho de campo indicam que as agroflorestas e os quintais agroecológicos representam agroecossistemas sustentáveis para manutenção da base de recursos naturais, os quais têm contribuído consequentemente para a permanência dos camponeses no território, inseridos em seus modos de vida. A estratégia multiuso dos diversos ambientes e a diversidade existente nos agroecossistemas manejados pelos camponeses no território são uma garantia para a segurança alimentar e geração de renda das famílias, e também uma redução do risco frente às adversidades. A contribuição das experiências protagonizadas pelos agricultores em Paraty para a construção do conhecimento agroecológico é ampla e diversificada, o que confirma que as bases da Agroecologia se assentam justamente nos sítios e unidades de produção camponesa. A existência de todo um conjunto de estratégias, tecnologias, percepções e conhecimentos que tornam possível a permanência do campesinato, sem comprometer a base e a renovação dos recursos naturais, aponta para uma racionalidade ecológica existente na forma camponesa de manejo socioambiental, e que está presente neste território. O modo camponês de apropriação dos recursos naturais tem contribuído para conformar a resistência cotidiana do campesinato frente ao processo intenso de expropriação de suas terras, e tem assegurado o seu modo de vida no território.
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