Sementes Crioulas: Construção da Autonomia Camponesa

Autores

  • Marcio Moacir Bessa UNESP - Universidade Estadual Paulista no Instituto de Politicas Publicas e Relações Internacionais do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe
  • Matheus Vinicius Abadia Ventura Faculdade Evangélica de Goianésia - FACEG
  • Lucas da Silva Alves Universidade Estadual de Goiás - UEG

Palavras-chave:

Sementes crioulas, campesinato, agricultura camponesa

Resumo

O presente artigo tem o objetivo de mostrar a importância de produzir alimentos saudáveis dentro da agricultura camponesa e resgatar sua ideologia em suas variedades de sementes crioulas dentro de movimentos no estado de Goiás. Resistir contra o agronegócio, pois as grandes empresas multinacionais inclusive a Monsanto, que tem o controle das nossas sementes. O modelo capitalista de modernização da agricultura está colaborando para o desaparecimento dessas variedades, aos poucos estão sumindo drasticamente e o campesinato cada vez mais dependente da aquisição de pacote tecnológicos com sua imposição do agronegócio. Hoje as sementes estão sendo privatizadas. Não é como antes que as sementes pertenciam aos camponeses e indígenas, era um bem comum, um símbolo da vida. Esse trabalho espera-se que conscientize o campesinato a continuar resgatando, produzindo e multiplicando as sementes crioulas. Além de possibilitar um reencontro dos povos com sua história, sua religiosidade, sua cultura e seus valores. Essas sementes devem continuar viva e não deixar o agronegócio tomar de conta com sementes modificadas.

Biografia do Autor

Marcio Moacir Bessa, UNESP - Universidade Estadual Paulista no Instituto de Politicas Publicas e Relações Internacionais do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe

Mestrando em Geografia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista no Instituto de Politicas Publicas e Relações Internacionais do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe

Matheus Vinicius Abadia Ventura, Faculdade Evangélica de Goianésia - FACEG

Graduação em andamento em Agronomia pela Faculdade Evangélica de Goianésia - FACEG

Lucas da Silva Alves, Universidade Estadual de Goiás - UEG

Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goiás - UEG

Referências

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Publicado

2017-01-22

Edição

Seção

Agroecol 2016 - Outros Temas

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