Etnopedologia na classificação de solos em assentamentos rurais no oeste potiguar

Autores

  • Jeane Cruz Portela Universidade Federal Rural do Semi-Árido
  • Jucirema Ferreira da Silva Universidade Federal Rural do Semi-Árido
  • Nildo da silva Dias Universidade Federal Rural do Semi-Árido
  • Vania Christina do Nascimento Porto Universidade Federal Rural do Semi-Árido
  • Igor Mendonça Viana Universidade Federal Rural do Semi-Árido

Resumo

A etnopedologia com ênfase nos conceitos e parâmetros dos agricultores familiares se constitui como uma abordagem facilitadora de aprendizagem. O objetivo da pesquisa foi classificar dois perfis de solo a partir de estudos etnopedológicos nos assentamentos Terra de Esperança e Santa Agostinha, na chapada do Apodi. A abordagem etnopedológica realizada pelos agricultores ocorreu a partir do conhecimento dos atributos cor, estrutura e morfologia do solo, e a abordagem clássica da ciência do solo foi realizada por equipe de professores da área de gênese do solo. O perfil de solo localizado em Terra de Esperança foi classificado como barro escuro em superfície e piçarra em subsuperfície. E em Santa Agostinha foi classificado como terra fraca. A classificação realizada por pedólogos nos perfis de solos forma Cambissolo Háplico Ta eutrófico e Neossolo Quartzarênico Hidromórfico típico. Concluiu-se que houve interação entre o saber popular e o científico na classificação dos solos.

Biografia do Autor

Jeane Cruz Portela, Universidade Federal Rural do Semi-Árido

Docente, Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas, Universidade Federal Rural do Semi-Árido.

Referências

Alves, A G. Chaves. Do “barro de loiça” à “loiça de barro”: caracterização etnopedológica de um artesanato camponês no Agreste paraibano. São Calos: UFSCAR, 2004.

Santos, H. G.; Jacomine, P. K. T.; Anjos, L. H. C.; Oliveira, V. A.; Oliveira, J. B.; Coelho, M. R.; Lumbreras, J. F.; Cunha, T. J. F. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 3. ed. 306, Brasília: Embrapa, 2013.

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Publicado

2016-05-16

Edição

Seção

IX CBA 5. Construção do Conhecimento Agroecológico

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