Fatores de mortalidade da mosca-branca em sistemas orgânicos e convencionais de cultivo de tomate

Autores

  • João Paulo Capella Ribeiro Santos Universidade Paulista
  • Lucas Machado de Souza Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
  • Carmen Silva Soares Pires Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
  • Edison Ryoiti Sujii Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
  • Pedro Henrique Brum Togni Universidade de Brasília-UnB e Universidade Paulista-UNIP

Resumo

O objetivo deste estudo foi comparar a mortalidade da fase imatura da mosca-branca entre os sistemas de cultivo orgânico e convencional de tomate em propriedades agrícolas no Distrito Federal. Foram estabelecidas coortes verticais em 20 plantas de cada propriedade e observado os fatores de mortalidade (predação, parasitoidismo, desalojamento, entomopatógenos e desconhecidos) que agiram sobre as ninfas de mosca-branca durante o terceiro e quarto ínstar. A mortalidade das moscas-brancas no sistema orgânico foi próximo ao dobro em relação ao convencional. A riqueza de espécies de inimigos naturais também foi maior em sistemas orgânicos do que nos convencionais. Portanto, o cultivo de tomate em sistemas orgânicos pode beneficiar a conservação de inimigos naturais da mosca-branca, resultando nas maiores taxas de mortalidade de suas ninfas.

Biografia do Autor

João Paulo Capella Ribeiro Santos, Universidade Paulista

Estudante de graduação em Ciências Biológicas na Universidade Paulista - UNIP, campus de brasília. Estagiou no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília - UNB, na área de ecologia com ênfase na conservação das aves endêmicas do cerrado. Estagiando no Laboratório de Ecologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Cenargem, na área de controle biológico de pragas.

Lucas Machado de Souza, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Viçosa (2008) com ênfase em Biologia Animal e mestrado em Entomologia pela Universidade Federal de Lavras (2011). É analista de pesquisa em Entomologia pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia desde 2010 e responsável pelo Laboratório de Ecologia e Biossegurança. Durante a graduação trabalhou com biologia e controle de formigas cortadeiras e no mestrado com uso de nematóides entomopatogênicos como potencial agente de controle biológico. Pela Embrapa trabalha com Ecologia de Insetos e controle biológico, atuando principalmente nos seguintes temas: controle biológico conservativo, dinâmica populacional de pragas, agrobiodiversidade como provedora de serviços ecológicos e análise de risco ambiental de plantas geneticamente modificadas sobre organismos não-alvo.

Carmen Silva Soares Pires, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Possui graduação em Licenciatura em Biologia pela Universidade Federal de Viçosa (1984), mestrado em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa (1989) e doutorado em Biologia - Northern Arizona University (1998). É pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia desde 1989. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Insetos, atuando principalmente nos seguintes temas: dinâmica de populações, interação planta - inseto praga - inimigos naturais, controle biológico conservativo e polinização em sistemas agroecossistemas. Desde 2003 está envolvida em projetos de análise de risco ambiental de plantas geneticamente modificadas sobre organismos não-alvo (insetos predadores, polinizadores e herbívoros não-alvo).

Edison Ryoiti Sujii, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade de Brasília (1981), mestrado em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas (1994) e doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas e Purdue University (1998). Atualmente é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e professor credenciado no Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade de Brasilia. Tem experiência na área de Agronomia e Ecologia, com ênfase em Entomologia Agrícola, atuando principalmente nos seguintes temas: biossegurança, controle biológico, ecologia aplicada, dinamica populacional e manejo de pragas.

Pedro Henrique Brum Togni, Universidade de Brasília-UnB e Universidade Paulista-UNIP

Possui graduação em Biologia (2006) pelo Centro Universitário de Brasília - UniCEUB, Mestrado em Ecologia pela Universidade de Brasília - UnB (2009) e Doutorado em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa - UFV (2014). Atualmente é professor adjunto no curso de Biologia da Universidade Paulista - UNIP, campus Brasília, Professor Substituto no Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília - UnB e consultor do IICA. Atua na área de ecologia de insetos com experiência principalmente na área de controle biológico conservativo e interação inseto-planta aplicados a sistemas agroecológicos de produção de hortaliças e agricultura orgânica.

Referências

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Publicado

2016-05-15

Edição

Seção

IX CBA 3. Sistemas de Produção Agroecológica.

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