Avaliação da fertilidade do solo de uma capoeira em transição para uma roça com queima no IFPA- Castanhal, Pará.

Autores

  • Nayane Jaqueline Costa Maia Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará- Campus Castanhal
  • Raimunda Eliane Nascimento do Nascimento Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará- Campus Castanhal
  • Priscila Santos da Conceição Oliveira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará- Campus Castanhal
  • Jean Michel da Silva Gualdez Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará- Campus Castanhal
  • Jefferson dias Gonçalves UFPA - universidade federal do Pará

Resumo

Os agricultores da Amazônia ainda tem a cultura da queima da capoeira para implantação do roçado, a área é sempre preparada com fogo e a cinza é utilizada por no máximo três anos consecutivos, a partir disso essa área se torna inviável para um novo plantio e eles passam a procurar outras áreas em pousio ou até mata natural para iniciar todo o ciclo de roça itinerante novamente. Com base nisso, o trabalho tem por objetivo analisar a dinâmica da fertilidade do solo da queimada de uma capoeira para a formação de uma roça com queima e assim avaliar a viabilidade e a interação dos nutrientes do solo a partir dessa prática. O experimento foi desenvolvido no campus agropecuário do Instituto federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) – Campus Castanhal em uma área de capoeira que foi atingida por uma queima acidental, a partir disso, as amostras de solos foram retiradas a uma profundidade de 0 – 20 cm. Primeiramente existia uma analise da química do solo da capoeira (CAP), e logo após a queimada, a primeira coleta ocorreu 7 dias após a queimada da capoeira (RCQ1) e a segunda coleta ocorreu 45 dias após a queimada da capoeira (RCQ2). Foram coletadas dezesseis amostras simples para formar uma composta no final de aproximadamente 0,5 kg para cada tratamento. As análises químicas do solo foram realizadas no Laboratório de solos e plantas do IFPA- Campus Castanhal, sob a metodologia da Embrapa (2011). Como resultado, a queima da matéria orgânica alterou as quantidades de CTC, P, Mg e o solo foi se acidificando de acordo com o tempo. Percebeu-se que com 45 dias da queima da capoeira a perda da matéria orgânica foi de quase 60%. Uma alternativa para essa prática é a agricultura sem queima, a qual vai preservar toda a fertilidade do solo, matéria orgânica e vai manter o solo fértil por muito mais tempo. Concluindo que a queima da capoeira não é vantajoso e que a roça com queima é prejudicial para a região amazônica e o uso do solo, as características químicas da fertilidade do solo são perdidas muito rápido através da volatilização e lixiviação, não sendo viável e recomendado este tipo de manejo para a região amazônica.

Biografia do Autor

Nayane Jaqueline Costa Maia, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará- Campus Castanhal

Sou graduanda do Curso de Agronomia, na vida acadêmica trabalho com a grande área solos, e no dia a dia com as sub áreas fertilidade do solo, nutrição de plantas, fisíca do solo e microbiologia do solo. Tudo envolvido em prol do manejo e conservação do solo.

Raimunda Eliane Nascimento do Nascimento, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará- Campus Castanhal

Sou graduanda do Curso de Agronomia, na vida acadêmica trabalho com a grande área solos, e no dia a dia com as sub áreas fertilidade do solo, nutrição de plantas, fisíca do solo e microbiologia do solo. Tudo envolvido em prol do manejo e conservação do solo.

Jefferson dias Gonçalves, UFPA - universidade federal do Pará

Engenheiro Químico pela UFPA, mestrado em engenharia Quimica pela UNICAMP, Responsavél pelo Laboratório de Solos e Plantas do IFPA - Campus Castanhal.

Referências

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Publicado

2016-05-15

Edição

Seção

IX CBA 3. Sistemas de Produção Agroecológica.