Segurança alimentar, geração de renda e conservação do Cerrado: a experiência das mulheres extrativistas da fronteira Brasil x Bolívia

Autores

  • Rafaela Ferreira Santos Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Cáceres/MT
  • Ronaldo José Neves UNEMAT
  • Mauricio Ferreira Mendes UFG
  • Marcela de Almeida Silva UNEMAT
  • Sandra Mara Alves da Silva Neves UNEMAT

Resumo

O extrativismo sustentável de frutos do Cerrado apresenta-se como alternativa viável de diversificação da produção para as camponesas da fronteira Brasil e Bolívia. O objetivo das camponesas, conhecidas como “Amigas da Fronteira”, desde o início foi unir as mulheres do assentamento, promover a segurança alimentar, comercializar o excedente da produção, além de conservar o Cerrado. O procedimento metodológico adotado nessa experiência foi o estudo de caso. As Amigas da Fronteira aumentaram consideravelmente sua produção a partir de 2010, com a venda do excedente da produção via mercado institucional, contribuindo com a diversificação da alimentação escolar de três escolas da fronteira do Brasil e Bolívia, além de gerar renda para elas e suas famílias. Isso só foi possível com a construção de uma Unidade de Processamento de frutos do Cerrado no assentamento Corixo. Na safra de 2014 foram comercializados R$ 36.300,00 de alimentos produzidos a partir do pequi (Caryocar brasiliense), atendendo cerca de 500 alunos, conforme contrato de vendas assinado com o Governo Federal.

Biografia do Autor

Ronaldo José Neves, UNEMAT

Professor do Mestrado em Ambiente e Sistemas da Produção Agrícola da UNEMAT

Mauricio Ferreira Mendes, UFG

Aluno da Pós-gradaução da UFG

Marcela de Almeida Silva, UNEMAT

professora da UNEMAT

Sandra Mara Alves da Silva Neves, UNEMAT

Professora do mestrado em Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola da UENMAT

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Publicado

2016-05-18

Edição

Seção

IX CBA-Agroecologia / Relatos de Experiências

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