Restauração de áreas degradadas com uso de sistemas agroflorestais no município de Sete Barras, Vale do Ribeira, SP, Brasil.

Autores

  • Fabia Schneider Steyer Universidade Federal de São Carlos campus Sorocaba.
  • Eliana Cardoso-Leite Universidade Federal de São Carlos campus Sorocaba
  • Kelly Cristina Tonello Universidade Federal de São Carlos campus Sorocaba
  • fernando silveira silveira franco universidade federal de são carlos
  • Marina Pedrosa Universidade Federal de São Carlos

Resumo

A alta taxa de degradação de ecossistemas naturais tem levado a preocupação com a restauração ecológica dessas áreas, e uma das alternativas para esse fim é o uso dos sistemas agro-florestais (SAFs). O objetivo deste estudo foi analisar o uso de SAFs na restauração de uma área de Mata Atlântica, no Vale do Ribeira, a partir da comparação do sombreamento entre áreas de SAF e controle e também da taxa de gramíneas entre os dois tratamentos. O SAF não se mostrou eficiente no sombreamento e a taxa de gramíneas exóticas foi baixa nos dois primeiros momentos do monitoramento, e devido a manutenções inadequadas não foi efetiva também nos posteriores, o que também gerou alta mortalidade de mudas. Concluímos que o SAF pode sim ajudar no controle das gramíneas exóticas, mas para que seja efetivo e colabore na sucessão do ecossistema é importante que as manutenções (capina, coroamento, replantio) sejam frequentes.

Biografia do Autor

Fabia Schneider Steyer, Universidade Federal de São Carlos campus Sorocaba.

Estudante de graduação em Ciências Biológicas, área de conservação da biodiversidade, restauração de áreas degradadas e agroecologia.

Eliana Cardoso-Leite, Universidade Federal de São Carlos campus Sorocaba

Possui graduação em Biologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1992), mestrado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas (1995) e doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas (2000). Atualmente é parecerista da Sociedade de Investigações Florestais, professor adjunto da Universidade Federal de São Carlos e autárquico da Universidade Federal de São Carlos, decente do programa de pós graduação em Sustentabilidade na Gestão Ambiental. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Ecossistemas, atuando principalmente nos seguintes temas: conservação da natureza, conservação e recuperação da biodiversidade florestal, unidades de conservação, mata atlântica, mata ciliar, floresta estacional.

Kelly Cristina Tonello, Universidade Federal de São Carlos campus Sorocaba

Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (2003) e mestrado em Ciência Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (2005) e doutorado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É docente da Universidade Federal de São Carlos/ Campus Sorocaba-SP. Tem experiência na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal, com ênfase em Conservação da Natureza, atuando principalmente nos seguintes temas: meio ambiente, hidrologia florestal, conservação de nascentes, manejo de bacias hidrográficas e recuperação de áreas degradadas.

fernando silveira silveira franco, universidade federal de são carlos

Engenheiro Florestal com mestardo e doutorado na área de Silvicultura/Sistemas Agroflorestais pela Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG. Atualmente professor adjunto da Universidade Federal de São Carlos, no curso de Engenharia Florestal e Biologia.

Marina Pedrosa, Universidade Federal de São Carlos

Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Carlos campus Sorocaba.

Referências

CURY, R.T.S.; CARVALHO, O. Jr. Manual para a restauração florestal: florestas de transição. Série boas práticas. Belém: IPAM – Instituto de pesquisa ambiental da Amazônia, 2011. 43 p.

BENTES-GAMA, M. M.; SILVA, M. L.; VILCAHUAMÁN, L. J. M.; LOCATELLI, M. Análise Econômica De Sistemas Agroflorestais Na Amazônia Ocidental, Machadinho D’oeste- RO. Revista Árvore, Viçosa-MG, v.29, n.3, p.401-411, 2005.

MORAES, L. F. D.; ASSUMPÇÃO, J. M.; PEREIRA, T. S.; LUCHIARI, C. Manual Técnico para a Restauração de Áreas Degradadas no Estado do Rio de Janeiro. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2013.

VAZ, P. Sistemas agroflorestais como opção de manejo para microbacias. Informe agropecuário, 2000, v.21 (207) 75-81p.

VIVAN, J. Agricultura e florestas - princípios de uma interação vital. AS-PTA, Livraria e Editora agropecuária, Rio de Janeiro. 1998. 207 p.

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Publicado

2016-05-15

Edição

Seção

IX CBA 1. Sócio biodiversidade e Território.

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