Oficinas de Ervas Medicadas – conexões e desconexões do feminino na agroecologia

Autores

  • Camila Mudrek UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
  • Islândia Bezerra UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

Resumo

Desde os pilares da ciência ocidental, dos princípios que fundam a civilização industrial, foram produzidas normas e estruturas que deslegitimam e marginalizam as concepções do feminino e seus significados. Desta forma, mulher e natureza são sujeitos subjulgados a partir das mesmas bases mútuas de dominação e exploração; entendidas como matérias subserventes à reprodução, ambas enfrentam problemas que se entrelaçam numa complexa rede de relações, sejam estas sociais, sejam estas ecológicas, porém ambas em crise. A experiência com mulheres "erveiras" busca retomar o real valor de conhecimentos mantidos tradicionalmente entre mulheres do campo, bruxas, agricultoras, benzedeiras/rezadeiras/curandeiras, cuidadoras, que simbolizam a resistência aos valores da cultura patriarcal. As oficinas realizadas por nós pretenderam retomar e visibilizar o papel central que estas vivências têm, enquanto estratégias, práticas de construir uma multiplicidade não-hierárquica a ser reconhecida por nossa cultura. Assim, para não concluir, os apontamentos aqui expostos apenas sinalizam alguns dos caminhos que já foram percorridos e outros que virão.

Biografia do Autor

Camila Mudrek, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

Graduanda de Ciências Sociais, Cozinheira Vegana, Erveira Feminista.

Referências

DI CIOMMO, C. Regina. Ecofeminismo e Educação Ambiental. São Paulo, 1999

PULEO, Alicia. Feminismo y Ecologia, ano. Disponível em: http://www.cdd.emakumeak.org Acesso em 19 mar. 2015, 18:06

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Publicado

2016-05-18

Edição

Seção

IX CBA-Agroecologia / Relatos de Experiências

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