Sementes Crioulas: estratégias de resistência camponesa na UNAIC (União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu-RS), Canguçu, Rio Grande do Sul.

Autores

  • Caio Yamazaki SARAVALLE

Palavras-chave:

soberania alimentar, sementes corporativas, UNAIC, banco de sementes

Resumo

A Revolução Verde promoveu o uso de insumos e sementes modificadas, produzidos e comercializados por corporações, resultando na perda da autonomia alimentar, cultural e da agrobiodiversidade dos camponeses. A agroecologia busca compreender os fenômenos relacionados à agricultura, focando na Soberania Alimentar, em especial as sementes crioulas. Assim, realizou-se levantamento bibliográfico e 6 entrevistas semiestruturadas sobre a história das sementes e a Soberania Alimentar da UNAIC (União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu-RS), visando avaliar a importância destas sementes para os camponeses. São mantidas 14 variedades de milho e 28 de feijão. A principal estratégia de conservação é in situ on farm. A produtividade média foi de 20 sacos/ha a mais do que a média estadual no mesmo período. Portanto, as sementes crioulas são uma estratégia de resistência camponesa na (re)produção da vida e agrobiodiversidade, gerando renda, autonomia de escolha do que e como plantar.

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Publicado

2015-03-25

Edição

Seção

AGROECOL2014 - Trabalhos técnico-científicos

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