Campos de Sementes e Cooperação: Resistência Camponesa em Busca da Autonomia.

Autores

  • Thomás Lopes Ferreira
  • Daniel Mancio
  • Augusto Duarte de Castro
  • Irene Maria Cardoso

Palavras-chave:

milho crioulo, soberania, reforma agrária

Resumo

Este artigo visa descrever e analisar o desenvolvimento de uma experiência de melhoramento de milho crioulo, voltado para a realidade camponesa, realizada em áreas de reforma agrária, em um assentamento e um acampamento, organizados pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), na Zona da Mata de Minas Gerais. A experiência tem o intuito de resgatar formas de cooperação entre as famílias envolvidas e melhorar a qualidade da variedade do milho (Caiano Sobralha) para que a mesma seja mais adaptada aos recursos naturais da região e à maneira culturalmente usada pelos atores envolvidos no manejo da lavoura, buscando a resistência e a soberania camponesa. Para isso alguns indicadores de planta e solos foram definidos, tanto para a seleção do milho na colheita, como para o monitoramento da qualidade dos agroecossistemas onde esta sendo realizado o trabalho.

Biografia do Autor

Thomás Lopes Ferreira

Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (2006). Atualmente é agente mobilizador do Programa de Segurança Alimentar do Instituto de Terras de Minas Gerais e técnico de ATES da Associação Estadual de Cooperação Agrícola de Minas Gerais. Tem experiência na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal. Trabalha em parceria com as organizações políticas dos trabalhadores rurais, agricultores familiares e pequenos proprietários, no desenvolvimento de processos organizativos e produtivos. Possibilitando um melhor arranjo e manejo dos agroecossistemas, bem como uma melhor relação com os recursos e serviços naturais, visando o fortalecimento dessas organizações e o aumento da qualidade de vida de seus participantes.

Daniel Mancio

Graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (2002) e mestrado em solos e nutrição de plantas pela mesma instituição. Atua desde 2004 como técnico de campo da Associação Estadual de Cooperação Agrícola de Minas Gerais. Tem experiência na área de Solos e Agroecologia, Administração e Extensão rural, atuando principalmente com reforma agrária, agroecologia, e desenvolvimento rural sustentável. Mestrado em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa.

Augusto Duarte de Castro

Engenheiro Florestal formado pela Universidade Federal de Viçosa. Atualmente é pesquisador com interface com extensão pela Fapemig.

Irene Maria Cardoso

Possui graduação em Agronomia (1984) e mestrado em Solos e Nutrição de Plantas (1992) pela Universidade Federal de Viçosa e doutorado em Ciencias Ambientais - Wageningen University Researcher Center - Holanda (2002). Atualmente é professora adjunto da Universidade Federal de Viçosa. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Cências dos Solos, atuando principalmente nos seguintes temas: agricultura familiar, agroecologia, sistemas agroflorestais e meio ambiente.

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Publicado

2009-12-31

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