11025 - Mulheres e Agroecologia: capacitando mulheres para a luta em defesa da vida e do meio ambiente.

Autores

  • Priscila Daniele Ladeira CENTRO DE TECNCOLOGIAS ALTERNATIVAS DA ZONA DA MATA
  • Thalita Rody Machado Universidade Federal de Viçosa; Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata.
  • Kyvia Gregório Caon Universidade Federal de Viçosa; Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata.
  • Auxiliadora Aparecida Feital Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata
  • Elisabeth Maria Cardoso Centro de Tecologias Alternativas da Zona da Mata

Palavras-chave:

Mulheres, gênero e agroecologia

Resumo

O Programa de Formação Mulheres e Agroecologia (PFMA), realizado pelo Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM) em parceria com o Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Gênero (NIEG) da Universidade Federal de Viçosa trabalha, desde 2009, com aproximadamente 150 mulheres de 12 municípios da Zona da Mata e Leste de Minas Gerais. O programa visa empoderar as mulheres do campo para que elas possam discutir, em nível de igualdade, questões relativas às suas realidades pautadas na agroeocologia. Feito isto, as possibilidades são expandidas para que outras relações sejam estabelecidas com a terra, as plantas, os animais, e principalmente as pessoas. A metodologia utilizada parte do princípio orientado por Paulo Freire, que enfatiza o respeito pelas demandas e significados da comunidade local, e que foram definidas juntamente com as Comissões de Mulheres dos Municípios envolvidos no PFMA. As atividades são organizadas em módulos temáticos e desenvolvidas durante dois dias. No primeiro dia é realizado um intercâmbio para conhecer a história da família e da propriedade. No segundo dia do PFMA, são realizadas oficinas relacionadas ao tema. Nestas oficinas são priorizadas técnicas participativas num processo dialógico. Foram realizados 03 módulos temáticos. No primeiro módulo o tema foi “Mulheres, Agroeocologia e Economia Popular Solidária”. O tema do segundo módulo foi “Mulheres, Agroeocologia e Saneamento Básico”, e no terceiro módulo o assunto abordado foi “Mulheres, Agroecologia e Sócio Biodiversidade”. A partir do primeiro módulo, várias mulheres começaram a articular a comercialização de seus produtos para a Merenda Escolar, beneficiando-se com geração de renda e autonomia, além de contribuir para que alimentos saudáveis sejam servidos às crianças nas escolas. Com as discussões deste módulo, um grupo de mulheres da cidade de Divino decidiu ativar a fábrica de doces da comunidade em que moram, que já possuía os equipamentos para processamento dos doces há três anos e nunca havia funcionado por falta de organização. No segundo módulo, as discussões sobre saneamento básico despertaram nas mulheres o desejo de cuidar mais dos rejeitos gerados pela propriedade. Foram realizadas diversas oficinas para a construção de fossas sépticas biodigestoras nos municípios de Araponga e Paula Cândido, juntamente com a articulação das mulheres da Comissão Municipal de Mulheres e do Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas Gerais. Com o terceiro módulo, diversas informações foram levadas às mulheres e discutidas, tais como as legislações ambientais, o Código Florestal, o Programa Bolsa Verde e o uso indiscriminado dos agrotóxicos. A partir do PFMA, houve um aumento no número de mulheres presentes nos sindicatos, associações, etc. Além disso, cada vez mais as mulheres se envolvem na construção da agroecologia, adotando técnicas alternativas no manejo do quintal e da lavoura e transformando as relações sociais presentes no campo.

Biografia do Autor

Priscila Daniele Ladeira, CENTRO DE TECNCOLOGIAS ALTERNATIVAS DA ZONA DA MATA

Graduanda em Educação Infantil pela Universidade Federal de Viçosa. Estagiária do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata de Minas Gerais desde 2007.

Thalita Rody Machado, Universidade Federal de Viçosa; Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata.

Graduanda em Letras pela Universidade Federal de Viçosa. Estagiária do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata de Minas Gerais desde 2011.

Kyvia Gregório Caon, Universidade Federal de Viçosa; Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata.

Graduanda em Pedagogia pela Universidade Federal de Viçosa. Estagiária do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata de Minas Gerais desde 2011.

Auxiliadora Aparecida Feital, Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata

Técnica do Centro de Tecologias Alternativas da Zona da Mata desde 1986, coordenadora do Projeto Mulheres e Agroecologia.

Elisabeth Maria Cardoso, Centro de Tecologias Alternativas da Zona da Mata

Técnica do Centro de Tecologias Alternativas da Zona da Mata, coordenadora do GT Mulheres e Agroecologia da ANA.

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Publicado

2012-01-01

Edição

Seção

VII CBA - 5. Mulheres e Agroecologia

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