INTERAÇÕES ENTRE VALORES E ATIVIDADE CIENTÍFICA E SUA APLICAÇÃO AO CONTEXTO DOS CAMPOS SULINOS

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Claudio Ricardo Martins dos Reis

Resumo

Na primeira metade de século XX, tanto os empiristas lógicos quanto os racionalistas popperianos
sustentaram que os juízos científicos corretos derivavam de sua conformação a certas regras: indutivas,
dedutivas, hipotético-dedutivas ou formalizáveis segundo o cálculo de probabilidades. No entanto,
após a emergência de novos trabalhos, como os de Thomas Kuhn, houve um amplo desenvolvimento
de abordagens que analisam a inferência científica com base em valores, em vez de regras
estabelecidas a priori. A estratégia proposta por Kuhn considera a prática científica e sua história um
elemento importante para uma compreensão adequada da racionalidade da ciência. Sua abordagem
envolve a consideração de valores cognitivos, tais como fecundidade, consistência e escopo de teorias.
Ampliando essa abordagem, estudos mais recentes – a partir da década de 90 e com grande
efervescência nos últimos anos – defendem a tese de que o conhecimento científico, além de um
produto da atividade social, possui ele mesmo uma dimensão social intrínseca. Poderíamos perguntar,
então, em que medida valores não cognitivos, tais como valores morais e sociais, moldam a prática
científica; e como esses valores poderiam exercer um papel legítimo ou mesmo contribuir para a
produção de conhecimento. Essas questões envolvem o problema, bastante expressivo atualmente,
sobre a chamada “dimensão social do conhecimento científico”. Neste trabalho, abordo o referido
problema no que tange à relação entre valores e atividade científica, utilizando-me, para a construção
do artigo aqui presente, a abordagem do filósofo da ciência Hugh Lacey e aplicando-a a um contexto
específico: as possibilidades de uso produtivo dos chamados Campos Sulinos.

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Como Citar
REIS, Claudio Ricardo Martins dos. INTERAÇÕES ENTRE VALORES E ATIVIDADE CIENTÍFICA E SUA APLICAÇÃO AO CONTEXTO DOS CAMPOS SULINOS. Revista Brasileira de Agroecologia, [S.l.], v. 13, n. 3, june 2018. ISSN 1980-9735. Disponível em: <http://revistas.aba-agroecologia.org.br/index.php/rbagroecologia/article/view/22738>. Acesso em: 16 oct. 2018.
Seção
Resumos Teses e Dissertações