CONHECIMENTOS SOBRE PLANTAS MEDICINAIS DE COMUNIDADES TRADICIONAIS EM VISEU/PA: VALORIZAÇÃO E CONSERVAÇÃO

##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Thais Larissa Soares da Silva Louise Ferreira Rosal Maria Fabiele Silva Oliveira Raí Ferreira Batista Damiana Pina Montão

Resumo

O Brasil conta com ampla tradição no uso das plantas medicinais vinculadas ao conhecimento popular. Este trabalho tem como objetivo identificar as formas de obtenção e repasse dos conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais nas comunidades Taperebateua, João Grande e Bairro do Mangueirão de Viseu/PA, detentoras de valorosos conhecimentos sobre esses vegetais. O estudo é um levantamento de caráter qualitativo. Na coleta dos dados, foram utilizadas observações do participante, bem como entrevistas formais e informais, por meio de um questionário semi-estruturado. Verificou-se que as famílias foram capazes de manter suas tradições, com o uso de plantas medicinais para o tratamento de enfermidades por meio do repasse dos conhecimentos entre as gerações e pela contínua agregação de novos elementos a sua sabedoria. Essa prática viabilizou sua reprodução até os dias atuais e poderá possibilitar o tratamento terapêutico nessa e nas próximas sucessões dos grupos sociais.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Como Citar
SILVA, Thais Larissa Soares da et al. CONHECIMENTOS SOBRE PLANTAS MEDICINAIS DE COMUNIDADES TRADICIONAIS EM VISEU/PA:. Revista Brasileira de Agroecologia, [S.l.], v. 14, n. 3, p. 12, oct. 2019. ISSN 1980-9735. Disponível em: <http://revistas.aba-agroecologia.org.br/index.php/rbagroecologia/article/view/22522>. Acesso em: 07 dec. 2019. doi: https://doi.org/10.33240/rba.v14i3.22522.
Seção
Artigos

Referências

ALBUQUERQUE, U. P. et al. Métodos e técnicas para coleta de dados etnobiológicos. In: ALBUQUERQUE, U. P.; LUCENA, R. F. P; CUNHA, L. V. F. C. (Org.). Métodos e técnicas na pesquisa etnobiológica e etnoecológica. Recife: NUPEEA, 2010, p. 39-64.

ALBUQUERQUE, U. P. et al. Seleção dos participantes da pesquisa. In: ALBUQUERQUE, U. P.; LUCENA, R. F. P; CUNHA, L. V. F. C. (Org.). Métodos e técnicas na pesquisa etnobiológica e etnoecológica. Recife: NUPEEA, p. 21-38, 2010.

ALVES, S. S. J.; MORAIS, R. G. Etnobotânica de plantas medicinais. In: 1º Seminário Mato-Grossense de Etnobiologia e Etnoecologia; 2° Seminário Centro-Oeste de Plantas Medicinais, Cuiabá. Anais... Cuiabá: Unicen, 2002, p. 89-98.

AMOROZO, M. C. M.; VIERTLER, R. B. A abordagem qualitativa na coleta e análise de dados em etnobiologia e etnoecologia. In: ALBUQUERQUE, U. P.; LUCENA, R. F. P; CUNHA, L. V. F. C. (Org.). Métodos e Técnicas na pesquisa etnobiológica e etnoecológica. Recife, PE: NUPEEA, 2010.

AMOROZO, M. C. M. A abordagem etnobotânica na pesquisa de plantas medicinais. In: DI STASI, L. C. (Org.). Plantas medicinais: arte e ciência – um guia de estudo interdisciplinar. Botucatu: UNESP, 1996, p. 47-68.

AMOROZO, M. C. M. Uso e diversidade de plantas medicinais em Santo Antônio do Leverger, MT, Brasil. Acta botânica brasílica. v. 16, n. 2, p. 189-203, 2002.

ANDREOLI, V. M. Diálogos entre os conhecimentos tradicionais e as práticas conservacionistas da natureza: uma possível abordagem. In: I seminário Nacional Sociologia e política. Curitiba. Anais... Curitiba, 2009.

ATTUCH, I. M. Conhecimentos tradicionais do Cerrado: sobre a memória de Dona Flor, raizeira e parteira. 147 f. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Departamento de Antropologia Social, Universidade de Brasília, Brasília, 2006.

BALDIN, N.; MUNHOZ, E. M. B. Snowball (bola de neve): uma técnica metodológica para pesquisa em educação ambiental comunitária. In: X Congresso Nacional de Educação. I Seminário Internacional de Representações Sociais, Subjetividade e Educação, Curitiba. Anais... Curitiba: PUC, 2011.

BRASIL. Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015. Regulamenta o inciso II do § 1o e o § 4o do art. 225 da Constituição Federal, o Artigo 1, a alínea j do Artigo 8, a alínea c do Artigo 10, o Artigo 15 e os §§ 3o e 4o do Artigo 16 da Convenção sobre Diversidade Biológica, promulgada pelo Decreto no 2.519, de 16 de março de 1998; dispõe sobre o acesso ao patrimônio genético, sobre a proteção e o acesso ao conhecimento tradicional associado e sobre a repartição de benefícios para conservação e uso sustentável da biodiversidade; revoga a Medida Provisória no 2.186-16, de 23 de agosto de 2001; e dá outras providências. Presidência da República [Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos]. Brasília, 20 de maio de 2015; 194o da Independência e 127o da República.

CASTRO H. G.; FERREIRA F.A. A dialética do conhecimento no uso das plantas medicinais. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v.3, n.2, p. 19-21, 2001.

COMBESSIE, J. C. (Ed.). O método em sociologia o que é, como faz. São Paulo: Loyola, 2004.

DI STASI, L. C. (Org.) Plantas Medicinais; Arte e Ciência. Um guia de Estudo interdisciplinar. São Paulo: UNESP, 1996.

FERRÃO, B. H. et al. Importância do conhecimento tradicional no uso de plantas medicinais em Buritis, MG, Brasil. Ciência e Natura, v. 36, p. 321–334, 2014.

FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila.

FONSECA, M. C. M. Epamig pesquisa, produção de Plantas Medicinais para Aplicação no SUS. Espaço para o produtor, Viçosa, 2012.


GEERTZ, C. O saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa. Tradução de Vera Mello Joscelyne. Petrópolis: Vozes, 2004. 366 p.

GIL, A. C. (Ed.). Como elaborara projetos de pesquisa. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2010. 184 p.

IDESP, Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará. Estatística municipal de Viseu. 2014. Disponível em: http:// http://seicom.pa.gov.br/kitmineracao/estatistica-municipal/regiao-do-rio-caete/Viseu.pdf

LIPORACCI, H. S. N.; SIMÃO, D. G. Levantamento etnobotânico de plantas medicinais nos quintais do Bairro Novo Horizonte, Ituiutaba, MG. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v.15, n.4, 2013.

MACHADO, J. S. Lugares de gente: mulheres, plantas e rede de troca no delta amazônico. 350 f. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2012.

MERÉTIKA, A. H. C. Conhecimento e utilização de plantas medicinais por comunidades de pescadores do município de Itapoá–SC. 2008. 69f. Dissertação (Mestrado em Biologia) – Centro de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2008.

MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2001.

MORAES, S. C. (Ed.). Uma arqueologia dos saberes da pesca: Amazônia e Nordeste. Belém: EDUFPA, 2007.

MOREIRA, R. C. T. et al. Abordagem etnobotânica acerca do uso de plantas medicinais na vila Cachoeira, Ilhéus, Bahia, Brasil. Acta Farmaceutica Bonaerense, 21(3): 205-211, 2002.

OLIVEIRA, F. C. de. et al. Avanços nas pesquisas etnobotânicas no Brasil. Acta Botanica Brasilica, v. 23, p. 590-605, 2009.

OLIVEIRA, I. A. et. al. (Org.). Cartografias Ribeirinhas – Saberes e Representações sobre Práticas Sociais Cotidianas de Alfabetizandos Amazônidas. 2. ed. Belém: UEPA/EDUEPA; 2008.

PRANCE, G. T. What is Ethnobotany today? Journal of Ethnopharmacology, New York, v. 32, p. 9-16, 1991.

RIOS, M. La comunidad Benjamin Constant y las plantas útiles de la" capoeira": un enlace etnobotánico en la Region Bragantina, Pará, Amazonia Brasileña. 539 f. Tese (Doutorado em Ciências e Desenvolvimento Sócio Ambiental) – Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Universidade Federal do Pará, Belém. 2002.

ROGRIGUES, A. G.; CASALI, V. W. D. Plantas medicinais, conhecimento popular e etnociência. In: RODRIGUES, A. G.; ANDRADE, F. M. C.; COELHO, F. M. G.; AZEVEDO, R. A. B.; CASALI, V. W. D. Plantas Medicinais e aromáticas: etnoecologia e etnofarmacologia. Viçosa: UFV, 2002, p. 25 – 76.

SANTOS, A. M. dos. Políticas públicas educacionais em áreas de RESEX Marinha: caso Gurupi-Piriá/Viseu-PA. 135 f. Dissertação (Mestrado em Planejamento do Desenvolvimento) – Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Universidade Federal do Pará. Belém, 2015.

SILVA, R. B. L. e. A etnobotânica de plantas medicinais da comunidade quilombola de Curiaú, Macapá-AP, Brasil. 172 p. Dissertação (Mestrado em Agronomia) – Faculdade de Ciências Agrárias, Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém 2002.

TAVARES, E. C. Roteiro Básico para Elaboração do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Disponível em: http://www.fumec.br/anexos/pesquisa/roteiro_basico_TCLE.pdf. Acesso em 11 de fev de 2016.

TOLEDO, V. M.; BARRERA-BASSOLS, N. A memória biocultural: a importância das sabedorias tradicionais. Tradução de Rosa L. Peralta. São Paulo: Expressão Popular, 2015.

TOLEDO, V. M.; et al. La selva útil: etnobotánica quantitativa de los grupos indígenas del trópico húmedo de México. Interciência, 20: 177-87, 1995.

TOMCHINSKY, B. et al. Impactos da legislação na pesquisa etnobotânica no Brasil, com ênfase na Região Amazônica. Revista de Antropologia, 5: 734-761, 2013.

VIEIRA, M. J. Análise do setor de plantas medicinais e fitoterápicos - como alternativa de desenvolvimento regional para Santa Catarina. 111 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Regional) - Universidade do Contestado. Canoinhas, 2008.

VIU, A. F. M. et al. Etnobotânica: uma questão de gênero?. Rev. Bras. de Agroecologia, Porto Alegre, 5(1): 138-147, ISSN: 1980-9735, 2010.

WORLD HEALTH ASSOCIATION. Division of Mental Health. Qualitative Research for Health Programmes. Geneva: WHA, 1994.