Atividade Alelopática de Stachytarpheta cayennensis em Sementes de Lactuca sativa

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Ricardo Adriano Felito http://orcid.org/0000-0002-8323-4720 Teli Cristiane Briekowiec Kremer Adriano Maltezo da Rocha Oscar Mitsuo Yamashitay Wagner Gervazio

Resumo

Objetivou-se no presente trabalho investigar os efeitos alelopáticos de diferentes doses e métodos de extração das folhas de Stachytarpheta cayennensis na germinação e desenvolvimento inicial de alface (Lactuca sativa). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 2x4, composto por dois métodos de extrações e quatro concentrações do extrato das folhas de gervão, com três repetições. Para a produção do extrato macerado, o pó das folhas foi diluído em água destilada e deixado por 24 horas sob agitação constante, posteriormente filtrado e feito às diluições (0, 10, 20 e 40 mg/mL). O extrato por infusão deu-se adicionando água quente a 100 ºC junto ao pó obtido das folhas da planta na proporção de 1:25 (p/v) durante 15 minutos, em seguida filtrado e diluído nas mesmas concentrações do macerado. Cada unidade experimental foi representada por caixas gerbox constituídas de papel germitest como substrato, adicionado 12,0 mL de cada extrato e posteriormente distribuídas 25 sementes de alface sobre o substrato umedecido. As variáveis analisadas foram porcentagem de germinação, índice de velocidade de germinação, comprimento aéreo e radicular. Foi verificada interação significativa para ambos os fatores apenas para porcentagem de germinação e comprimento radicular, onde o extrato mais concentrado em ambos os teste apresentou os melhores resultados, sendo potencializado quando utilizado o método de extração por infusão. Desta forma, foi constatado potencial alelopático do gervão na germinação e desenvolvimento inicial de plantas de alface, destacando-se sobre o extrato submetido à extração por infusão.

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Como Citar
FELITO, Ricardo Adriano et al. Atividade Alelopática de Stachytarpheta cayennensis em Sementes de Lactuca sativa. Cadernos de Agroecologia, [S.l.], v. 11, n. 2, dec. 2016. ISSN 2236-7934. Disponível em: <http://revistas.aba-agroecologia.org.br/index.php/cad/article/view/21706>. Acesso em: 02 dec. 2020.
Seção
Agroecol 2016 - Manejo de Agroecossistemas Sustentáveis

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