Elaboração e Caracterização de Farinha da Casca de Pequi

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Raquel Pires Campos Maria Julia Fernandes da Silva Cariolando Faria da Silva Mariana Rezende Fragoso Camila Jordão Candido

Resumo

- A casca do fruto de pequi, resíduo gerado na obtenção da polpa e amêndoa de Caryocar brasiliense Cambess., representa a maior parte do fruto e geralmente é descartada, embora exista potencial para ser incorporada em produtos alimentares. Este trabalho teve por objetivo determinar as características da obtenção da farinha da casca do fruto de pequi e avaliar quanto à composição centesimal, alguns compostos bioativos e a capacidade antioxidante. O rendimento da casca do pequi foi de 80,77%. A farinha da casca de pequi foi obtida após secagem em estufa com ar forçado, a uma temperatura de 50ºC por 23 horas. As farinhas produzidas apresentaram teores médios de 12,29% de umidade; 2,41% de cinzas; 4,57% de proteína; 1,01% de lipídios; 65,66% de carboidratos e 10,64% de fibras. A elaboração da farinha de casca de pequi, revela sua constituição como possível enriquecedor da dieta local, visando contribuir para uma melhoria no estado nutricional da população e reduzir o risco de doenças crônicas devido ao elevado conteúdo de fibras, minerais, fenóis e taninos totais, assim como o potencial antioxidante. A valorização de produtos tradicionais e artesanais culturalmente adaptados, como a farinha da casca de pequi, pode favorecer a agregação de valor a um resíduo e promover o desenvolvimento local a partir do seu aproveitamento.

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Como Citar
PIRES CAMPOS, Raquel et al. Elaboração e Caracterização de Farinha da Casca de Pequi. Cadernos de Agroecologia, [S.l.], v. 11, n. 2, dec. 2016. ISSN 2236-7934. Disponível em: <http://revistas.aba-agroecologia.org.br/index.php/cad/article/view/21507>. Acesso em: 05 dec. 2020.
Palavras-chave
Caryocar brasiliense Cambess.; subproduto; bioativos
Seção
Agroecol 2016 - Outros Temas

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